Ou é católico ou crê em superstição! Das duas uma!

Ou é católico ou crê em superstição! Das duas uma!

Quantas pessoas entram em um lugar somente com o pé direito, comem lentilhas para pedir prosperidade, usam o branco para atrair bons fluídos, vestem sempre determinada roupa para dar sorte, penduram ferradura atrás da porta, batem na madeira para afastar o azar, não fazem nada no dia 13 e evitam qualquer coisa ligada a este número… Para não falar da “maldição” causada por gatos pretos, passar debaixo de uma escada, quebrar um espelho. Essas e outras práticas revelam uma falta de confiança em si e principalmente nos cuidados de Deus. Chama-se a isso de superstição.

A superstição é a crença de que certas obras, objetos ou números têm força para dar sorte ou azar. Quanto menos uma pessoa conhece e vive o amor de Deus, tanto maior são as suas superstições.

Fé e superstição são duas realidades completamente diferentes. Por quê? A fé está alicerçada nas promessas de Deus: “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê” (Hb 11,1). Os heróis da Bíblia são apresentados como homens e mulheres que “graças a sua fé (em Deus) conquistaram reinos, praticaram a justiça, viram se realizar as promessas” (Hb 11,33). Já a superstição cria o medo na pessoa, lavando-a a confiar em coisas e não em Deus.

No Catecismo da Igreja Católica, a superstição é apresentada como um pecado contra o primeiro mandamento da lei de Deus: “A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Pode afetar também o culto que prestamos ao verdadeiro Deus, por exemplo: quando atribuímos uma importância de alguma maneira mágica a certas práticas, em si mesmas legítimas ou necessárias. Atribuir eficácia exclusivamente à materialidade das orações ou de sinais sacramentais, sem levar em conta as disposições interiores que exigem, é cair na superstição” (n. 2111).

PRINCIPAIS SUPERSTIÇÕES

Correntes de oração

São determinadas orações impressas em folhas prometendo coisas espetaculares para quem as fizer e as divulgar para outras pessoas. Juntam a essa promessa uma ameaça: “Quem não a faz é castigado”. O erro desse tipo de “oração” está em passar a idéia de que Deus é convencido por uma simples repetição de palavras e por algumas folhas multiplicadas. A esse respeito, Jesus tem um ensinamento: “Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras. Não os imiteis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais” (Mt 6,7).

Dar crédito a esse tipo de oração é acreditar que Deus castiga aquilo que não é pecado e leva a imaginar que Ele tem a obrigação de atender os pedidos de quem copiou várias vezes uma oração. Se isso é possível, Deus deixa de ser Deus para estar condicionado à vontade dos homens.

As principais condições para ser atendido por Deus são:

Oração confiante feita com o coração, e não somente com os lábios:

“Invoca-me, e te responderei, revelando-te grandes coisas misteriosas que ignoras” (Jr 33,3).

Santidade de vida:

“Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-me aqui. Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações; se deres do teu pão ao faminto, se alimentares os pobres, tua luz levantar-se-á na escuridão, e tua noite resplandecerá como o dia pleno” (Is 58, 9-10).

Quando às ameaças de coisas ruins para quem quebra uma corrente de oração, o verdadeiro filho de Deus não tem esse medo. Existe uma promessa maior do que toda a influência do mal: “Porque escolheste o Senhor por teu refúgio. Escolheste, por asilo, o Altíssimo. Nenhum mal te atingirá, nenhum flagelo chegará à tua tenda, porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos” (Sl 90, 9-11).

Quebrar espelho

Alguns dizem: “Quem quebra um espelho atrai má sorte para a sua vida”. No passado, por falta de conhecimento, existia a crença de que a imagem refletida no espelho era parte do espírito da pessoa. Por isso, se o espelho quebrasse, o mesmo aconteceria com o espírito. Crer em tal mentira é transferir para um objeto sem fica um poder que pertence a Deus: “O espírito do homem é a lâmpada do Senhor: ela penetra os mais íntimos recantos das entranhas” (Pr 20,27).

Ferradura e outros amuletos

A crença popular afirma que pendurar uma ferradura atrás da porta atrai sorte e afasta o demônio. Na Roma antiga os cavalos dos nobres tinham ferraduras de ouro ou de prata, por isso quem encontrava uma ferradura possuía um tesouro. Também existia a falsa história de um santo que era ferreiro e conseguiu prender o diabo. Para ganhar a liberdade, o demônio prometeu que nunca entraria onde houvesse uma ferradura. No século IV os bispos proibiram aos católicos essa superstição, pois a vitória contra o mal vem de Jesus: “Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome” (Mc 16,17). O mesmo vale para qualquer outro amuleto ou talismã (trevo de quatro folhas, arruda, duentes, gnomos…).

“Católico pode ou não pode? Por quê?”
Padre Alberto Gambarini, Páginas 44-46.

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